Como foi fazer um Seminário de Teologia?

Como foi fazer um Seminário de Teologia?

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A jornada de escolhas e descobertas

Quando eu compreendi o meu chamado ao ministério pastoral, eu fui surpreendido com algumas questões que mudaram as minhas expectativas particulares sobre todo esse processo para se tornar um pastor. Eu entendia que um pastor era reconhecido à medida do seu exercício ministerial na Igreja e, em algum momento, receberia o título. Porém, o processo que a Igreja Batista adota para os seus vocacionados é bem diferente do comum que eu conhecia. As Igrejas Batistas são ligadas à Convenção Batista Brasileira, que, por sua vez, tem o seu braço de parceria com a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, e para ser reconhecido como pastor nessa denominação é necessário fazer o curso de Bacharelado em Teologia.

Quando eu descobri que era necessário passar pelo seminário, eu comecei a pesquisar sobre o assunto e tomei conhecimento de três casas teológicas em diferentes lugares do Brasil, que são: Seminário Equatorial em Belém do Pará, Seminário do Norte em Recife e Seminário do Sul no Rio de Janeiro. A princípio, eu estava muito direcionado a ingressar no Seminário do Norte, em Recife, por conta de o filho do meu pastor ter feito a sua formação naquela casa teológica, mas o processo parecia estar sendo barrado por alguma questão e acabou que todas as minhas investidas para morar em Recife foram frustradas. Porém, eis que a ação de Deus foi decisiva na minha vida: no final de um culto, eu escutei a voz de Deus dizendo: “Quando você vai perguntar para mim onde eu quero que você esteja?“ Foi a partir daquele momento que eu comecei a considerar entregar o controle ao Senhor e, assim, tudo deu certo para a cidade do Rio de Janeiro.

O Desafio da Mudança e da Adaptação

Sair de uma cidade pequena (Parauapebas, no Pará) para o Rio de Janeiro trouxe desafios reais. A expectativa de uma adaptação rápida deu lugar a momentos de saudade da família e da rotina conhecida. Um momento marcante foi quando eu sentei em um banco do lugar que eu morava e vi uma folha caindo e comecei a chorar, naquele momento eu me perguntei: o que eu estou fazendo aqui? Foi uma pergunta não de dúvida ao chamado, mas de um sentimento real daqueles que saem de suas casas para viverem o desconhecido da vontade de Deus. Ao passar dos meses eu fui me acostumando um pouco a rotina e a grande mudança geográfica que eu estava inserido naquele momento.

Foi um tempo de amadurecimento e de grandes aprendizados para a minha vida pessoal. Eu costumo dizer que enquanto estamos com nossos familiares, amigos e até mesmo a nossa Igreja local, estamos protegidos por uma redoma e isso muita das vezes não nos permite conhecer a imensidão do mundo a fora que existe. O meu caso foi parecido com esse, enquanto eu vivia nos arraias de conforto eu me desenvolvia muito pouco, mas quando essa grande mudança de localidade e de um novo sentido para a vida eu tive um crescimento exponencial, tanto como homem, como profissional e como cristão.

A Vida Acadêmica: Além da EBD

Voltando ao Seminário, uma coisa a se destacar foi o grande benefício acadêmico que ele produziu na minha vida. A média de leitura no Brasil é de aproximadamente 3,96 a 4,36 livros por ano; entretanto, eu estava no grupo daqueles que não tinham lido nem mesmo um livro sequer. Porém, ao me deparar com a realidade de um curso superior, eu percebi que era necessário mudar esse cenário, e isso me impulsionou a me desenvolver academicamente, começando a tratar o estudo como algo inegociável. Na minha pequena imaginação, o Seminário seria uma EBD 2.0, mas ele se mostrou um grande desafio a se superar dia após dia.

Uma coisa eu posso te afirmar com toda certeza: a instrumentalização ministerial é, sem dúvida, um divisor de águas para quem quer servir melhor à Igreja do Senhor. Olhando para o Pedro antes de fazer o seminário e comparando com o Pedro de hoje, nota-se uma mudança exponencial. Hoje eu sou pastor auxiliar na Primeira Igreja Batista em Parauapebas e tenho usado todo o conhecimento que retive no Seminário no meu exercício ministerial. Portanto, para você que ainda tem dúvidas se o seminário vale ou não a pena, dê um voto de confiança a quem já passou por esse caminho e que te certifica categoricamente que o Seminário faz uma grande diferença na vida ministerial do vocacionado.

Uma visão final

Já faz sete meses desde que eu concluí o Seminário, e a minha visão final é de reconhecimento do que o estudo pode fazer em nossa vida. Contudo, esse mesmo estudo deve ser acompanhado da prática. Tenho um pensamento vivo comigo de que podemos devorar todos os livros do mundo, podemos reter todo o conhecimento disponível na terra, mas, se esse conhecimento ficar apenas trancafiado em nossa mente e não for útil, não terá valido o esforço. Portanto, o conhecimento deve estar constantemente a serviço, seja na prática, seja para o outro de alguma forma. Meu encorajamento nesse texto é te incentivar, seja qual for a sua área, a se capacitar para entregar o melhor, e nada menos que isso.

Continue se dedicando e não pare de estudar, foco!

Veja mais!

Assista o meu vídeo comentando sobre o assunto

Comments

4 respostas a “Como foi fazer um Seminário de Teologia?”

  1. Avatar de Beatriz Alves
    Beatriz Alves

    Seminário Batista é uma grande referência na formação de grandes homens e mulheres de Deus. Além de ser um lugar belíssimo!

  2. Avatar de Lia
    Lia

    Amém!Meu querido Pr. Pedro que Deus continue te abençoando por onde você andar.

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